Goiás: Hospital de Pirenópolis realiza evento de prevenção a AIDS e DST’s

  Por Brenno Sarques

Parte da Campanha Dezembro Vermelho, de prevenção à AIDS e as demais doenças sexualmente transmissíveis (DST’s), o Hospital Estadual de Pirenópolis Ernestina Lopes Jaime (HEELJ) realizou na última segunda-feira, dia 18 um espetáculo gratuito para toda a população pirenopolina no Cine Pireneus, em parceria com o Condomínio Solidariedade.

A peça “Essa dor só dói em mim?” foi precedida pela palestra da médica infectologista do Hospital de Doenças Tropicais (HDT) e diretora técnica do Condomínio Solidariedade em Goiânia, Dra. Analzira Nobre. Em parceria com a Prefeitura de Pirenópolis, testes rápidos também foram disponibilizados no local.

Evento teórico e cultural

Como explicou o gerente de recursos humanos do HEELJ e idealizador do evento, Marco Aurélio Mesquita, o objetivo foi o de conscientizar a população, principalmente os mais jovens, sobre a prevenção às DST’s. “Nós propusemos uma mistura de evento teórico e cultural. Além da palestra, expusemos o índice de crescimento dessas doenças no município, para ressaltar a importância da prevenção”, afirmou.

Silvana Maria Graziane, diretora-geral da Unidade, acredita que é de responsabilidade do Hospital colaborar com o trabalho de conscientização para evitar e diminuir os incidentes da doença. Ela ressaltou como esse tipo de ação cultural atinge indiretamente os adolescentes, principais alvos do crescimento no índice de contaminação em Pirenópolis. “Antes, apenas o dia 1º era utilizado na luta contra a AIDS. Agora, o Governo estipulou o mês todo como Dezembro Vermelho, mês de luta e prevenção à DST’s. Uma ação valiosa para o HEELJ, uma vez que a Unidade está envolvida com toda a sociedade pirenopolina”, explicou.

Prefeitura de Pirenópolis

O Secretário Municipal de Saúde, Junior Capela, e o prefeito do município, João do Leo, estiveram no local e também fizeram os testes disponibilizados no evento. “A princípio, fizemos uma movimentação na Câmara dos Vereadores, junto a ONG Guaimbê e em parceria com o HEELJ, tendo em vista que o índice dessas doenças aumentou muito em Pirenópolis. Assumir a questão do HIV como um problema é primordial. É por isso que disponibilizamos o teste rápido em todos os Postos de Saúde. O resultado é rápido e sigiloso”, disse Junior Capela.

Para o prefeito João do Leo, a parceria com o HEELJ é fundamental. “Precisamos alcançar as famílias com orientação e ampliar o diálogo com os jovens. Eles acreditam que nunca acontecerá com eles. Queremos alcançar todas as classes sociais, melhorar a acolhida daqueles que já detectaram a doença. Vamos fazer de Pirenópolis um espaço sem discriminação”, pontuou.

Condomínio Solidariedade

O Condomínio Solidariedade foi inaugurado em 1995 como Casa de Apoio aos portadores do vírus HIV/AIDS. Em 2013, ele passou por uma remodelação e ampliou os seus objetivos. A Organização agora também oferece suporte para os pacientes que vão a Goiânia em busca de tratamento; como hospedagem, alimentação e tratamento ambulatorial em psicologia, fisioterapia, nutrição, odontologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e serviço social.

Segundo a diretora técnica do Condomínio Solidariedade, Dra. Analzira Nobre, o cuidado prolongado é necessário porque o tratamento hospitalar de doenças infecciosas pode se estender por mais de dez dias. “A proposta assistencial do Condomínio Solidariedade é uma assistência diferenciada onde enxergamos o ser humano, antes mesmo da doença”, ressaltou.

O local conta com 30 leitos de cuidado prolongado e dez leitos para cuidados paliativos. “Trata-se de uma rede de saúde, referenciada pelo HDT. A Casa de Apoio é de livre demanda, os pacientes podem solicitar por conta própria a vaga ou as assistências sociais dos municípios”, explicou Analzira.

Grupo de Teatro

Formado por colaboradores e voluntários do Condomínio Solidariedade, o espetáculo Essa dor só dói em mim? abordou temas complexos de uma forma lúdica. Entre os assuntos da peça estão a prevenção, a importância dos testes, o impacto do diagnóstico, a importância do tratamento e a possibilidade de ser ter qualidade de vida, mesmo sendo soro positivo. O texto foi produzido pela diretora técnica da Organização, Analzira Nobre.

Para o ator e integrante do grupo Rômulo Vaz, o teatro tem um papel decisivo, podendo informar e emocionar ao mesmo tempo. “Para nós, o teatro é mais que educação. Além de formar, ele educa. Chamamos atenção, fazemos um alerta para o uso do preservativo. Mas a mensagem mais importante da peça é a de que não é porque a pessoa tem AIDS que ela precisa se aposentar. Com o tratamento correto e tomando o retroviral, a vida segue normal”, aconselhou.

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