Goiás: Produção de algodão cresce em qualidade

Padrões técnicos são cada vez mais importantes para conquistar novos mercados e garantir sustentabilidade

A revolução tecnológica do campo não para. A busca pelo aumento da produtividade e da qualidade, da redução do uso de insumos e recursos naturais faz com que a agricultura esteja em constante desenvolvimento. Mais do que produzir conhecimento, é preciso compartilhar o saber em benefício coletivo. Este é o objetivo do Dia do Algodão 2016, que vai ocorrer nesta quinta-feira, dia 30 de junho, na Fazenda Sadia, em Goiatuba. Com o tema: “Desafios para Obter Maior Grau de Uniformidade na Produção do Algodão em Goiás”, o Dia do Algodão 2016 traz renomados pesquisadores que vão apresentar suas pesquisas nas quatro estações do circuito montado para os participantes.

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Técnicas de manejo, tecnologia, cultivares, padronização. Estes são alguns dos termos que serão falados no Dia do Algodão 2016. O encontro é o mais tradicional evento sobre cotonicultura do Estado e deve reunir cerca de 350 participantes, entre produtores, consultores, técnicos, pesquisadores, autoridades e profissionais do setor. O tema da palestra principal é justamente “A Importância da Uniformização de Lotes (ferramenta para melhor gestão na formação de lotes)”, com o consultor José Antonio Sestren. Na ocasião, será apresentado o software do Laboratório da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), que auxilia na caracterização e formação de lotes. A novidade oferece ao produtor uma ferramenta segura e eficiente para assegurar a uniformidade na formação de seus lotes, reduzindo custos e melhorando o retorno ao produtor.

A padronização e a uniformidade na produção possuem, entre outros objetivos a sustentabilidade no processo produtivo. “Quando se aplica tecnologias modernas e um manejo mais adequado, o uso de insumos diminui e a produtividade aumenta”, explica o presidente da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), Luiz Renato Zapparoli. Produtor no município de Chapadão do Céu, no extremo Sudoeste de Goiás, Luiz Renato explica que o combate a doenças e pragas da lavoura é também uma ação ambiental, sobretudo no que diz respeito à diminuição de defensivos agrícolas e saúde do trabalhador. “Uma das estações do dia do algodão vai tratar justamente da atual situação de Goiás em relação aos nematoides, um fitoparasita nocivo ao algodão e à várias outras culturas”, diz.

Luiz Renato Zapparoli

Para o presidente da Agopa, o manejo integrado de pragas só é feito quando estritamente necessário. Luiz Renato afirma que há cada vez mais uma preocupação com meio ambiente, sendo, inclusive, possível notar um aumento do número de animais em regiões onde os produtores passaram a adotar sistemas de produção mais ambientalmente equilibrados. Zapparoli diz ainda que o Dia do Algodão oferece suporte para o trabalho socioambiental. “É cada vez maior o investimento em segurança do trabalho, cursos e palestras. Esse é foco principal, somos totalmente dependentes do meio ambiente”, conclui.

Estações temáticas

Outras palestras fazem parte do circuito com quatro estações temáticas que os participantes vão percorrer. As apresentações têm duração de vinte minutos.

A primeira estação estará sob comando do consultor Wanderlei Oishi. Ele será responsável por apresentar a Avaliação de Cultivares, mostrando suas características e seus respectivos manejos que contribuam para a uniformidade da produção. Os participantes poderão saber mais sobre as cultivares com melhor desempenho no estado de Goiás e seus respectivos traços culturais.

A segunda estação traz à tona o tema: “Nematoides – Desafios e Perspectivas”, a ser apresentado pelo pesquisador do IMA, Rafael Galbieri. O palestrante vai apresentar a situação atual de Goiás com base nos levantamentos realizados por meio do Projeto Patógenos em parceria com a Fundação Goiás e IMA – MT. O objetivo é informar sobre as possibilidades de controle dos nematoides.

Após a apresentação de Rafael Galbieri, a terceira estação contará com a presença do pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste – Dourado/MS,Dr. Julio Cesar Solton, e do responsável técnico do Grupo Schlatter, André Luís da Silva. Ambos vão falar sobre o “Manejo de solo para máxima produtividade”, trazendo aos participantes as opções de manejo de solo que proporcionam altas produtividades, para que o produtor possa obter melhores resultados, com menor emissão de gás de efeito estufa.

Por sua vez, a quarta estação estará a cargo do pesquisador da Embrapa Algodão, Dr. Fábio Aquino. Sua palestra tem como tema o “Uso de tecnologias para a máxima rentabilidade”, identificando as tecnologias disponíveis que apresentem o melhor custo-benefício para os diferentes sistemas produtivos, gerando maior rentabilidade.

O Dia do Algodão é realizado anualmente pela Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), sendo o evento de maior importância para o intercâmbio de conhecimento, reunindo produtores, algodoeiras, técnicos e cientistas envolvidos em toda a cadeia produtiva da cotonicultura.

O Dia do Algodão é voltado para produtores rurais, pesquisadores, algodoeiros, estudantes, imprensa especializada e quaisquer outros envolvidos na cadeia produtiva da cotonicultura. As inscrições podem ser feitas pelo site www.agopa.com.br até o dia 22 de junho, ou no local do evento.

Evento: Dia do Algodão

Quando: 30 de junho

Onde: Fazenda Sadia, Goiatuba

Contato: 62-3241-0404 / 999159204

imprensa@agopa.com.br

brennocomunica@gmail.com

Brenno Sarques

Jornalista

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