Goiás: Novas diretrizes devem nortear a Região Metropolitana de Goiânia

Evento realizado pela Secima com a UFG é o primeiro passo para a formação do Plano de Desenvolvimento da RMG

A implantação de estratégias e novas diretrizes para consolidação do projeto de mudanças na Região Metropolitana de Goiânia foi o foco do 1° Seminário do Plano de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Goiânia (PDIRMG), hoje, no Auditório do Centro de Aulas D, Campus I da UFG, Setor Leste Universitário. O encontro discutiu temas como estruturação, mobilização e articulação regional com representantes de 20 municípios que englobam a Região Metropolitana de Goiânia (RMG), além de autoridades, gestores públicos e sociedade em geral.

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Em pauta, medidas afirmativas para a elaboração do PDIRMG, como o cronograma das atividades e toda metodologia a ser desenvolvida na construção do processo. “Devemos dar transparência aos serviços públicos, dialogar com os municípios”, ressaltou o secretário estadual do Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos, Vilmar Rocha.

De acordo com o secretário, a parceria do Governo de Goiás com a Universidade Federal de Goiás (UFG) é estratégica para a elaboração do Plano da Região Metropolitana. O principal objetivo, ressaltou Vilmar Rocha, é consolidar a implantação da RMG, por meio do PDIRMG, adaptando a legislação estadual ao novo Estatuto da Metrópole. “Essas decisões serão aplicadas de forma bem estudada e planejada, com o aval e engajamento de todos os municípios da RMG pautados no compromisso da seriedade, com passos firmes e sustentáveis”, finalizou.

Para a coordenadora Geral do Projeto do PDIRMG da UFG, professora Celene Cunha Monteiro, o desafio é envolver os municípios da RMG no processo de elaboração do plano. Como estratégia para mobilizar os municípios, foramapresentadas experiências vividas por outros estados como São Paulo e Minas Gerais. As apresentações ficaram a cargo do diretor Presidente da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S.A (Emplasa), Fernando Barrancos Chucre, e pela diretora Geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, por Flávia Mourão.

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Queremos estabelecer uma parceria, uma convergência entre os atores envolvidos no processo para a aplicação das diretrizes na rede de transporte coletivo, mobilidade, abastecimento de água, conforto ambiental e técnico, além da otimização de serviços sociais gerando uma melhoria na qualidade de vida do cidadão”, destacou a coordenadora da UFG, Celene Monteiro. Segundo ela, impactos positivos e substanciais serão notados no aspecto da mobilidade, acessibilidade, habitação, transporte urbano e recursos naturais na RMG ao final de todo processo.

Segundo o palestrante Marco Aurélio Costa, coordenador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o Plano é uma oportunidade em que todos podem discutir um projeto de futuro, um documento de referência que poderá ser um marco para a construção de uma região metropolitana, de maneira que, em 20 anos, as pessoas percebam mudanças profundas no espaço urbano e metropolitano. “E isso depende da pactuação, do futuro que se quer para a RMG, para lograr resultados positivos, via uma construção coletiva”, sintetizou. Marco Aurélio acrescentou que, embora tenha vindocom alguns anos de atraso, o Estatuto da Metrópole colocou na agenda das Políticas Públicas, o tema das Regiões Metropolitanas. “Goiânia é um caso raro do ponto de vista de transporte público, pois é uma região metropolitana privilegiada, já que tem um arranjo muito melhor que a média nacional”, destacou.

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Superintende Executivo de Assuntos Metropolitanos, Marcelo Safadi destacou que as políticas públicas devem ser trabalhadas com o envolvimento dos atores do processo para o enfrentamento dos desafios de forma compartilhada e equilibrada. “A RMG é um grande acordo entre governo e população, no sentido de aproveitar os serviços públicos de maneira integrada, otimizando recursos e aumentando a qualidade dos mesmos”, conclui

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