Goiás: Simpósio discute impacto das mudanças climáticas na produção de algodão

Pensar novas formas de produção no campo é um desafio em tempos de escassez de água e aumento da temperatura. As mudanças climáticas já estão batendo na porta do produtor, e a saída para enfrentar os novos desafios ambientais está na sustentabilidade.

Antes de tudo, é preciso entender o que está ocorrendo e como isso afeta a produção de algodão. Este é justamente o foco do terceiro painel do Simpósio Goiano do Algodão, sobre os “Impactos das mudanças climáticas globais nos sistemas produtivos do algodoeiro”. O painel vai contar com a participação de Alexandre Bryan e Marcia Thaís (ambos da Embrapa), além de Eduardo Kawakami (Fundação-MT).

Para o pesquisador Alexandre Bryan, as mudanças climáticas vão exigir mudanças na adaptação dos programas de melhoramento. “Esses programas terão que ampliar a atenção para além da produtividade, como a resistência à seca e a pragas, o que chamamos de características secundárias”, explica. Conforme Bryan, sua participação no painel vai apresentar um histórico de precipitações e temperatura, e os impactos dessa mudança na agricultura goiana. “As chances de produzirmos em condições climáticas ótimas serão cada vez menores”, avisa.

Este ano, o Simpósio Goiano do Algodão vai ocorrer no dia 6 de outubro, no Hotel Blue Tree, em Rio Verde. A programação terá um dia inteiro de palestras e debates, sempre com enfoque na rentabilidade e sustentabilidade, conceitos que andam lado-a-lado em qualquer atividade produtiva, sobretudo no campo. Também estarão em debate assuntos como: Os avanços no combate ao bicudo; Tecnologias disponíveis para a máxima rentabilidade; e Desafios para sistemas produtivos sustentáveis.

As inscrições estão abertas até 30 de setembro. Os interessados podem se inscrever no site da Agopa. As vagas são limitadas.

O simpósio é realizado pela Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa) e pela Embrapa, com apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Fundação de Incentivo à Cultura do Algodão em Goiás (Fialgo) e Fundação Goiás.

Brenno Sarques
Jornalista

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