Goiás: Futuro promissor para o algodão goiano

Eleito no final de 2016 e com um mandato de dois anos a cumprir, o novo presidente da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), Carlos Alberto Moresco, tem experiência como cotonicultor e administrador do agronegócio, com uma visão ampla sobre a situação atual do setor e previsões sobre as próximas safras.

Para Carlos Moresco, o mercado interno tem uma demanda em equilíbrio com a oferta. Os preços do mercado interno devem garantir boa rentabilidade. No mercado externo, o dólar baixo prejudica a rentabilidade, mas contratos de exportação estão sendo firmados e atingem metade da produção.

O presidente da Agopa ressalta a importância do mercado brasileiro e as preocupações com a atual situação econômica nacional. Para Carlos Moresco, vender no Brasil é importante para fomentar a indústria e o mercado local, além de facilitar a logística e os custos de transporte. A crise econômica brasileira atinge todos os setores produtivos, e os cotonicultores se mostram preocupados, sobretudo, com a indústria têxtil: “Várias fiações fecharam, mas há um novo horizonte a caminhar”.

Produtividade
A média brasileira de produtividade caiu em 2016 devido a complicações climáticas. Contratos tiveram que ser renegociados. Para esta safra, o plantio está em andamento. Com as previsões de georreferenciamento, Carlos Moresco afirma que mais de 26 mil hectares de algodão já foram plantados em Goiás, e que alguns produtores devem aumentar a área de algodão, sobretudo devido à queda do preço do milho, uma cultura que concorre com a cotonicultura.

Atualmente, o algodão da primeira safra tem de 40 a 60 dias de plantio. Seu desenvolvimento está muito bom. O veranico não afetou seu crescimento. A previsão é atingir até 300 @/ha. Em 2016, a estiagem afetou a produtividade, e alguns produtores não colheram mais do que 150 @/ha. “As perspectivas são favoráveis. Nos últimos anos, aprendemos o manejo mais correto dos novos materiais que estão no mercado. Em Goiás, há regiões que produzem 300 @/ha na segunda safra”, diz.

O algodão deve crescer em Goiás nos próximos anos, convivendo com a pecuária, cana de açúcar e outras culturas que ganharam espaço no campo. “Quem está no algodão tem a chance de crescer muito até 2019. Se o preço melhorar, novos produtores vão entrar para a cotonicultura”, frisa.

Autor/Fonte: Brenno Sarques/Agopa

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