Caldazinha, berço das águas e do Turismo Rural

Caldazinha, emancipado no ano de 1992, hoje com mais de 5,5 mil habitantes e a 27 quilômetros de Goiânia promoveu nesta tarde, uma rodada de discussão para elencar as potencialidades e fragilidades do município na 12ª Oficina Temática que a Secretaria do Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos- Secima. Aproximadamente 100 participantes destacaram a importância de temas como mobilidade e expansão urbana, preservação ambiental, conservação da água, agricultura familiar, turismo rural entre outros, questões que fazem parte do Plano de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia- PDI-RMG.

Entre os convidados o vice-prefeito Venerando Dutra(PMDB), os vereadores, Juliano Agostinho (PMDB), Lindomar Gonçalves(PSC) e Jason Alves Rosa(PMDB) secretariado e funcionários da prefeitura local e de Senador Canedo, Trindade, agricultores locais, empresários, representantes de sindicatos, Crea e Sociedade Civil.

Em sua fala o prefeito de Caldazinha, Edimon Borges( PDT) destacou a importância do envolvimento da comunidade local no debate, pois, segundo ele a pauta definirá o futuro do município, e a interdependência é latente e expressiva e deve ser construída entre os pares, os vizinhos. “ fazemos parte de um grande município que é a Região Metropolitana de Goiânia e precisamos uns dos outros”, enfatizou o prefeito.

De acordo com o prefeito, Caldazinha tem uma forte vocação para a bacia leiteira e agrícola, cenário propício para o desenvolvimento do Turismo Rural, que solucionaria a demanda por empregos, além do potencial para polo industrial, através do incentivo à agricultura familiar, com destaques para a produção dos queijos, mel, baru, produtos orgânicos e demais. “ “ “ Temos um cenário positivo do meio ambiente e agropecuário aptos ao desenvolvimento”, destacou o prefeito.

O objetivo do Plano é melhorar a qualidade dos serviços públicos da RMG, e as discussões entre os pares nas oficinas servem para consolidar a convergência entre os municípios envolvidos no processo para a aplicação das diretrizes na rede de transporte coletivo, mobilidade, abastecimento de água, conforto ambiental e técnico, além da otimização de serviços sociais gerando uma melhoria na qualidade de vida do cidadão da RMG.

O superintendente Executivo de Assuntos Metropolitanos, Marcelo Safadi, explicou que essa participação, o compartilhamento de ideias entre os gestores públicos e sociedade na elaboração do Plano Integrado da RMG vai dar mais eficiência aos interesses públicos comuns e vai contribuir para um melhor planejamento do futuro. “Queremos ouvir o sentimento da de todos, o que comunidade deseja para o município”, ressaltou Safadi.

A Região Metropolitana de Goiânia foi criada pela Lei Complementar nº 27 de 30/12/1999, e é composta por 20 municípios: Abadia de Goiás, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, Bela vista de Goiânia, Bonfinópolis, Brazabrantes, Caldazinha, Caturaí, Goianápolis, Goiânia, Goianira, Guapó, Hidrolândia, Inhumas, Nerópolis, Nova Veneza, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo, Terezópolis de Goiás, Trindade.

Ao término das oficinas em todos os municípios da RMG, inicia-se a fase do prognóstico, e em seguida a fase final de elaboração do Plano, que dará origem a um documento a ser analisado, avaliado e deliberado pelo Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia- Codemetro, que ao final encaminhará a Minuta de Lei para aprovação na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás para as devidas tramitações com votação e publicação da lei.

Valéria Carvalho – Jornalista Secima

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