Goiás: Instituto Goiano de Agricultura: sonho que se torna realidade

 Por Brenno Sarques

IGA será um espaço para desenvolvimento de pesquisas e capacitação voltadas ao interesse do produtor

Os agricultores têm mais um parceiro em Goiás. O Instituto Goiano de Agricultura (IGA) foi lançado em Goiânia, durante evento que contou com a presença de dezenas de agricultores de todas as regiões do estado. O IGA vem para dar apoio ao produtor a desenvolver a agricultura goiana e brasileira, tornando-se um modelo de sustentabilidade e produção que poderá ser seguido pelos demais produtores.

O instituto está situado na Fazenda Rancho Velho, no município de Montividiu-GO, onde desenvolverá projetos para aumento de produtividade e de sustentabilidade no campo.

Mais do que promover o desenvolvimento e fortalecimento do algodão e das demais culturas, o IGA também vai captar incentivos municipais, estaduais, nacionais e internacionais, bem como linhas especiais de crédito destinadas ao desenvolvimento das suas atividades, além de realizar pesquisa, desenvolvimento, validação e difusão de novas tecnologias de produção e manejo nas culturas do sistema de produção agrícola goiano. Treinamentos, capacitação técnica e transferência de tecnologia, serviços de certificação de produtores agrícolas, gestão e execução de tarefas em programas fitossanitários próprios ou em parcerias com instituições públicas e privadas também estão no escopo das atividades a serem desenvolvidas.

Caberá ainda ao IGA formar e capacitar mão de obra, realizar ou promover eventos técnicos e científicos, realizar a experimentação de produtos agrícolas e contribuir para o desenvolvimento de ensaios de pesquisa. Enfim, o campo de trabalho é extenso e a agricultura tem demandas que não podem esperar.

Para o presidente da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), Carlos Alberto Moresco, o IGA é um sonho dos produtores, um ambiente para desenvolver suas pesquisas “atendendo seus próprios interesses, e não das grandes empresas”. Moresco também destaca que o IGA é modelo a ser seguido. “Qualquer orientação trabalhista, social e ambiental poderá ser conseguida lá, pois todos os protocolos legais serão rigorosamente seguidos”, explica. O presidente da Agopa ressalta ainda que os treinamentos a serem realizados na fazenda vão capacitar funcionários e técnicos para aprender boas práticas e tecnologias para o campo.

Signatário da criação do IGA, o presidente do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Haroldo Cunha, lembra que a nova instituição é um anseio antigo de se ter uma área e estrutura capaz de realizar pesquisas e tecnologia no sistema de produção da agricultura. “O produtor terá acesso a informações práticas para dar sustentação ao seu trabalho”, explica. Ainda conforme Haroldo, as atividades do IGA serão implantadas paulatinamente. “A ideia é agregar parceiros e protocolos gradativamente, com planejamento. O instituto é um alento ao produtor”, conclui.

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