Distrito Federal: HOB alerta para diagnóstico precoce do Retinoblastoma

Tumor maligno pode levar crianças à cegueira

27 de novembro é o Dia Nacional de Combate ao Câncer. A data, criada em 1988, tem como objetivo alertar para as diversas formas de prevenção e de tratamento da doença. Entre elas, o Retinoblastoma, tumor ocular maligno que se desenvolve na retina, acometendo, em sua maioria, crianças de até 5 anos de idade. De acordo com a Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer (Tucca), no Brasil são registrados cerca de 400 novas ocorrências de retinoblastoma por ano, sendo 40% de origem hereditária. Pode causar cegueira e até a morte, porém pode ter cura em até 100% dos casos se diagnosticado precocemente. “É o tumor ocular maligno mais frequente na infância, decorrente de uma mutação no gene RB1 do cromossomo 1. De caráter hereditário, ou não, a doença pode afetar um ou os dois olhos da criança e manifesta-se nos primeiros anos de vida, sendo o diagnóstico precoce de fundamental importância para o sucesso do tratamento”, explica o dr. Victor Saques, médico do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).

Como diagnóstico, o oftalmologista ressalta a importância do Teste do Olhinho ainda na maternidade. “O exame é uma triagem valiosa que auxilia no diagnósticodesta e de outras doenças e deve ser feito logo após o nascimento do bebê. Caso apareça suspeitas de retinoblastoma, o recém-nascido deve ser encaminhado imediatamente para o médico especializado. O histórico familiar, o exame de fundo do olho e o ultrassom também são elementos importantes para confirmar o diagnóstico”, orienta.

Outra forma de descobrir se a criança tem ou não algum problema relacionado com a doença é observar fotografias. “Se em vez de um reflexo vermelho nos olhos, provocado pelo flash, houver uma mancha branca, conhecida como leucocoria, recomenda-se levar a criança ao oftalmologista para uma análise”, explica dr. Victor. Segundo ele, entre as formas detratamento estão a quimioterapia intraarterial, a radioterapia e o tratamento oftalmológico a laser, todos com bons resultados. “Mas nos casos mais graves, quando o tumor já está ; em um estado avançado, infelizmente, é preciso retirar o globo ocular e verificar se há disseminação sistêmica para o sistema nervoso central, por exemplo. Neste caso, pode ser fatal. Por isso, a importância de descobrir o problema o quanto antes”, conclui o médico do HOB.

Paulo Almeida 

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