Distrito Federal: Núcleo Bandeirante, a Cidade Livre dos pioneiros, comemora 61 anos

Para celebrar a data, festividades começam neste sábado (9) e terminam em 19 de dezembro, dia do aniversário da região

CÉSAR FILHO, DA AGÊNCIA BRASÍLIA

Aniversário do Núcleo Bandeirante

O Núcleo Bandeirante, região que abrigou grande parte dos trabalhadores da construção de Brasília, completa 61 anos em 19 de dezembro. A administração regional preparou diversos eventos culturais, cívicos e esportivos para os próximos dez dias.

A programação será aberta neste sábado (9) com a mostra Cine Band Curtas, na Casa de Cultura, a partir das 19 horas. Outros eventos animarão o público até o dia 19.

Estão previstos, entre outras atrações, o Lazer No Parque, com jogos de solteiros contra casados; celebrações em Ação de Graças; Forró na Feira; desfile de motociclistas; homenagem aos pioneiros e o corte do bolo em diversos pontos da região.

A Cidade Livre

Antes da inauguração de Brasília, a área que hoje é ocupada pela Candangolândia, pelo Núcleo Bandeirante e pelo Museu Vivo da História Candanga (antigo Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira) formavam um só conjunto.

Cada área tinha uma função: administrativa, comercial e hospitalar, respectivamente.

O Núcleo Bandeirante tinha função comercial, e, para atrair empresários, o governo decidiu que a região seria isenta do pagamento de impostos. Daí surgiu o primeiro nome do lugar, Cidade Livre.

O Núcleo Bandeirante abrigou grande parte dos trabalhadores da construção de Brasília, por isso também era conhecido como Núcleo Pioneiro.

Em 1956, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) construiu as principais avenidas da então Cidade Livre.

Como a área possuía função comercial, não eram fornecidos alvarás para residências. Os lotes eram cedidos em sistema de comodato, sem escritura definitiva, e tinham de ser devolvidos à Novacap no fim de 1959.

Com a inauguração da capital, os comerciantes foram transferidos, mas os moradores reivindicaram a fixação. Em 1961, toda a área foi batizada de Núcleo Bandeirante.

A região também abriga hoje o Museu Vivo da Memória Candanga. Composto pelas edificações históricas, peças, objetos e fotos da época da construção da nova capital, o museu narra a história de Brasília desde sua construção até a inauguração, em 1960.

Segundo a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad), de 2015, da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), a população estimada do Núcleo Bandeirante é de 22.072 habitantes, com renda domiciliar real de R$ 5.226,97.

EDIÇÃO: VANNILDO MENDES

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