Goiás: Dia da Mulher é lembrado com discussões e celebrações em Pirenópolis

  Por Brenno Sarques

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, não passará em branco a depender do Hospital Estadual de Pirenópolis Ernestina Lopes Jaime (HEELJ). Para marcar essa data tão importante na luta por direitos e oportunidades iguais para mulheres e homens, a Unidade vai promover um encontro entre colaboradores e a comunidade do município. O evento é gratuito e vai ocorrer a partir das 18h30 da próxima quinta-feira, na Pousada Recanto do Sabiá.

Na ocasião, a psicanalista e doutora pela Universidade de Brasília (UnB), professora Maria Fernanda Fernandes, abordará o tema “A mulher na contemporaneidade”, ressaltando as mudanças e desafios vividos por elas atualmente. Haverá ainda a apresentação da poetisa Morgana Poiesis, recitando um poema de Cora Coralina, e das musicistas Cabocla Inês e Isabella Rovo.

Prêmio Ernestina Lopes Jaime

Além disso, a equipe de humanização da Unidade vai entregar o Prêmio Ernestina Lopes Jaime às Mulheres de Destaque 2018. Esta é a terceira vez que o Hospital realiza esta premiação e, nesta edição, serão premiadas duas colaboradoras do HEELJ e duas mulheres da comunidade pirenopolina.

Durante o dia, outras atividades vão ocorrer na Unidade, como serviços estéticos de limpeza de pele e demonstrações de produtos de beleza para as colaboradoras. Atualmente, mais de 70% da equipe do Hospital é formada por mulheres. O objetivo das ações do Dia da Mulher é demostrar o quanto é fundamental a presença feminina em todos os campos de atuação da sociedade.

História e luta

A criação do Dia Internacional da Mulher remete à um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas por direitos das mulheres ao longo do Século XX, mas os eventos que levaram à criação da data são anteriores a esta tragédia.

Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. Elas lutavam contra as jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial.

No Brasil, a luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 30, que conquistaram o direito ao voto apenas em 1932, com a Constituição promulgada por Getúlio Vargas. Porém, foi muito mais tarde, em 1982, que o movimento de mulheres passou a manter um diálogo importante com o Estado por conta da criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher.

Mais informações:

Dia da Mulher com palestra da Dra. Maria Fernanda Fernandes, apresentações culturais e cerimônia do Prêmio Mulher Destaque do HEELJ
Onde: Pousada Recanto do Sabiá.
Quando: 8 de março, quinta-feira, às 18h30
Evento gratuito

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