Brasil cada vez mais importante no agro mundial

A cidade de São Paulo foi palco para Global Agribusiness Forum 2018, o maior evento do agronegócio mundial, nos dias 23 e 24 de julho. Ministros, diplomatas, empresários e agentes do agronegócio dos cinco continentes discutiram as principais demandas do setor responsável pela alimentação mundial.

Presidente da Associação Goiana de Produtores de Algodão (Agopa), Carlos Alberto Moresco participou do GAF 2018, juntamente com uma comitiva de Goiás. Moresco destacou a preocupação com aumento da população mundial em 2050, que deverá atingir de 9,8 a 10 bilhões de pessoas, e como alimentá-las. “O cenário que se desenha é que os países terão que aumentar a produtividade e as áreas cultivadas. Neste contexto, o Brasil tem um papel importante, pois deverá representar 40% desse total, visto que possui áreas em condições de produzir, bom clima, bom solo e espaço físico”, explica. A vantagem do Brasil, continua, é que não há necessidade de desmatar, visto que 23% do território nacional é de pastagem, enquanto 7% é voltado à agricultura.

Moresco também ressaltou a participação do ministro das relações exteriores da China, enfatizando que o Brasil é um grande parceiro e que há vontade de um acordo bilateral, visto que a China é o maior importador e o Brasil o maior exportador de produtos agrícolas no mundo. O acordo, afirma Moresco, passa pela carne e soja, dois produtos em que a China é o maior comprador do Brasil, mas alcança outros produtos.

Clima

Os efeitos do clima também foram abordados. Neste aspecto, é notável que o Brasil também é fundamental, por ter a maior reserva de biodiversidade do planeta e a capacidade de aumentar sua produção sem que haja desmatamento.

O GAF é realizado pela SRB (Sociedade Rural Brasileira), juntamente com entidades de produtores de grãos, bovinos, frutas e cana, entre outras variedades do campo, e busca colaborar em uma base global e abordar as principais questões relacionadas com a segurança alimentar, biotecnologia, gestão, comércio e imagem do produtor.

Por Brenno Sarques

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