EM PALESTRA NO ENCOB, PRESIDENTE DO CBH DO RIO DAS VELHAS DEFENDE AMPLIAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO SOCIAL NOS COMITÊS

O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH do Rio das Velhas) e também coordenador do Fórum Mineiro de Comitês de Bacias Hidrográficas (FMCBH), Marcus Vinícius Polignano, fez uma defesa da sensibilização da sociedade para a questão hídrica durante sua participação no XX ENCOB, nesta quinta-feira (23). Polignano apresentou o case ‘Mobilização e participação para elaboração de plano de bacia’ durante o maior encontro de comitês de bacias hidrográficas, que acontece em Florianópolis desde segunda-feira (20).

“A participação social é a mola propulsora da gestão das bacias hidrográficas”, afirmou o presidente. Polignano mencionou a experiência de fomento da participação da população a partir das Unidades Territoriais Estratégicas (UTEs) da Bacia do Rio das Velhas. O Comitê, cujo território de ação abrange 51 municípios e 4,5 milhões pessoas – inclui o território da capital, Belo Horizonte – criou Subcomitês em cada UTE visando o compartilhamento de decisões com a população. “Um comitê de 28 pessoas não pode decidir por tanta gente. Temos que fortalecer o sentimento de pertencimento por que só defendemos o que amamos. Os melhores cuidadores são os que amam o rio”, disse.

O presidente conclamou o público, composto por integrantes de comitês de todo o país, a adotarem um viés de respeito no seu olhar sobre os rios. “Rio tem nome, identidade, pertencimento, cultura. Se não entendermos que estamos fazendo gestão de rio, nós vamos falhar”.

Na mesma mesa, diretor da Agência Peixe Vivo, Alberto Simon (à esquerda), apresentou case. Polignano (à direita), destacou a participação social na gestão das bacias. Representantes de outros Comitês, como Antônio Vieira (em baixo, à esquerda), do CBH Rio Paracatu, e Anivaldo Miranda (em baixo, à direita), presidente do CBH do São Francisco, prestigiaram o evento. Créditos: Rodrigo Sambaqui

Diante do contexto adverso para a política de gestão hídrica, quando tantos projetos que representam ameaças ambientais tramitam no Congresso Nacional , Polignano conclamou ao fortalecimento para a pressão social sobre o Estado. “Temos que aumentar nossa resiliência para o que vai vir pela frente e a melhor forma é compartilhar com a sociedade. Não é momento para desânimo nem desesperança, mas certeza de que vamos continuar lutando pelas águas. Nós temos que pautar o Estado, não o Estado nos pautar”, concluiu.

A mesa ainda teve a participação do diretor da Agência Peixe Vivo, Alberto Simon, que apresentou o case ‘Implementação das ações e metas nos planos de bacia’. O tema foi exposto em conjunto com o representante da Agência Nacional de Águas (ANA), Flávio Hadler Troger.

A mesa também apresentou os cases ‘8º Fórum Mundial da Água: legado e reflexões’, ‘Balanço do Projeto Legado’ e ‘Mestrado profissional em rede nacional em gestão e regulação de recursos hídricos’. À tarde, ocorreu a Assembleia Geral Ordinária do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas.

O XX ENCOB encerra nesta sexta-feira (24) após workshop de avaliação dos participantes sobre o encontro.

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