Senado: Izalci defende prioridade para reforma do Estado

“Há que se fazer mudanças que permitam um sistema menos centralizado”

Durante discurso da tribuna do Senado, nesta sexta-feira (7), o senador Izalci Lucas (PSDB/DF) lamentou o acidente no Centro de Treinamento do Flamengo, e se solidarizou com as famílias das vítimas e com o clube. Em seguida,  defendeu a necessidade de uma gestão pública mais eficiente e da adoção de um projeto de nação. O senador destacou a importância da descentralização das políticas públicas para que os municípios possam cuidar de assuntos como educação e saúde, de acordo com os interesses e necessidades da população.
“É no município que o cidadão vive, é lá que a vida acontece. Há que se fazer mudanças que permitam um sistema menos centralizado que conceda mais poder para os municípios”, enfatizou o senador.
Para Izalci, o grande problema do País é a má gestão, por isso a reforma da máquina administrativa do Estado deve ser pontual e analisada de forma prática e sem radicalismo. De acordo com o senador, é preciso ajustar o sistema atual para melhorar a fiscalização e o controle dos atos públicos.
“As coisas poderiam estar funcionando perfeitamente qualquer que fosse o sistema. Seja de repartição, seja de capitalização, se houver uma boa gestão. O problema do nosso País é que não temos mais, há muitos anos, um projeto de Nação. Cada ministério, até há pouco tempo, atua como se fosse um governo diferente. A educação não fala com a cultura; a cultura não fala com o esporte”, avaliou.
Ao citar a relevância da reforma do Estado, o senador disse que há muito a se fiscalizar e que é preciso afinar a legislação que deve ser mais atual, simples e menos sujeita a interpretações. Também salientou que é necessário adequar o sistema público para que a reforma tributária e a previdenciária possam funcionar.
“Há que se analisar essa matéria sem que sejam criados novos problemas. Não dá para reformar a previdência sem olhar a questão da reforma tributária e a reformulação da máquina pública”, avaliou.
Nesse sentido, Izalci afirmou que, com vontade política e equilíbrio, é possível mudar a previdência, diminuir a carga tributária, organizar a gestão pública e promover outras mudanças para promover, por exemplo, mais trabalho, educação e segurança para a população. Outros fatores que atrasam o país, citados pelo senador, são a burocracia e a alta carga tributária, questões que também devem receber atenção nas discussões.
“Nosso país precisa da reforma do Estado para funcionar. O Brasil tem um problema de má gestão que atrasa todos os demais setores. Precisamos de um pacto de nação com o qual todos se comprometam. Diminuir prazos, burocracia, combater a incompetência”, defendeu.

Futuro e gestão

Izalci reforçou que as reformas são grandes desafios para o país, pois não adianta promover mudanças que não poderão ser executadas. Ao citar a responsabilidade do Congresso e do governo, o senador demonstrou preocupação com o Brasil que será construído para as futuras gerações.
“Nós temos que pensar na próxima geração. Eu tenho uma neta que fez dois anos, a Sofia. Ela já está pagando a conta dos aposentados agora. Quando chegar aos 20 anos, como é que vai estar o sistema? Falido. Ela vai trabalhar e não vai conseguir pagar a aposentadoria do avô, da avó”, considerou o senador.
Outro assunto trazido ao Plenário foi a questão da redução salarial dos terceirizados do Senado. Para Izalci, a Casa precisa dar o exemplo e legislar de acordo com o que queremos para a sociedade.
“Precisamos dar uma atenção especial a esses trabalhadores. Temos que olhar, principalmente, para quem mais precisa e para quem não tem voz neste País”, concluiu o senador.
Texto: Greice Angelotti – Foto: William SantAna

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