Goiás: Deputado Coronel Adailton tem uma solução para o fim das violências nas escolas

Já é quase senso comum o fato de que as autoridades brasileiras só tomem providências concretas depois das tragédias acontecidas. Desde que assumi o mandato de deputado estadual, na minha primeira participação oficial no plenário da Assembleia Legislativa, apresentei um requerimento, dirigido ao senhor governador Ronaldo Caiado, solicitando a celebração de convênios ou termos de cooperação, com as prefeituras interessadas, para a implantação das escolas municipais militarizadas, com a convocação de policiais e bombeiros militares da reserva, sem nenhum custo adicional para os prefeitos, que já passam por tantas dificuldades na administração dos municípios.

Pela nossa proposta, a gestão compartilhada segue o modelo dos colégios estaduais da Polícia Militar de Goiás (CEPMG’s), com a diferença de que a secretaria estadual de Segurança Pública e as secretarias municipais de Educação é que definiriam as atribuições e estabeleciam os limites da partes disciplinar e pedagógica, para que os valores familiares, a ética, a disciplina, o civismo, a cidadania e o respeito sejam ensinados para as crianças desde a tenra idade, quando ainda podemos reverter certos comportamentos que, com o tempo, tornam-se mais difíceis de ser mudados.

Com o fenômeno das redes sociais, as cenas de violência contra profissionais da Educação, entre alunos e mesmo no entorno das unidades de ensino, estão tornando-se quase banais, como se fosse nornal um professor ser agredido em sala de aula; a repetição de ataques com mortes à comunidade escolar; as brigas selvagens de crianças e adolescentes; os casos de porte de armas de fogo ou branca; a presença de traficantes e seus prepostos tanto no interior quanto em volta as escolas e, o pior de tudo, o profundo desencanto de muitos educadores para com o ensino, público ou privado, faz com que insistamos com o Governo de Goiás, para que tome uma providência mais efetiva na prevenção dessa verdadeira guerra no meio estudantil.

Nos colégios e escolas com gestão compartilhada, raramente acontecem fatos tão graves, como os que estamos assistindo, sobretudo, nos últimos meses nos estabelecimentos de ensino. Para quem pensa que os militares entram na gestão compartilhada para interferir na ação pedagógica dos professores, digo que há um engano nesta visão. O militar da reserva, quando é convocado para trabalhar, fardado e equipado, numa escola militarizada, ele recebe treinamento específico e sabe exatamente qual é a sua função no dia a dia da escola. O militar não usurpa o trabalho digno e essencial dos trabalhadores da Educação, mas, complementa-o com o que aprendeu em sua carreira, qual seja, disciplina, hierarquia, respeito, amor à pátria, ética, valorização da família enquanto célula da sociedade.Em Goiás, as escolas municipais militarizadas já são realidade e estão presentes nos municípios de Acreúna, Alto Horizonte, Indiara, Quirinópolis e Piranhas, havendo estudos e projetos para implantação do mesmo modelo nos municípios de Aragarças, Caiapônia, Doverlândia, Edéia, Maurilândia e Nerópolis. Então, por qual motivo o governador ainda resiste em estender um modelo que está dando certo e é tão aguardado por tantas famílias goianas?

O presidente da República Jair Messias Bolsonaro já criou a Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares, através do Decreto Federal 9.665, de 2 de janeiro de 2019, objetivando democratizar o ensino de qualidade oferecido pelas escolas militares do Brasil. Em Goiás, temos a Lei Estadual nº 19.966, de 2018, que permite ao Governo a convocação dos policiais e bombeiros militares da reserva, colocando-os à disposição dos prefeitos, sem ônus para a municipalidade.Penso que está faltando uma maior pressão da sociedade, para mostrar a importância das escolas municipais militarizadas, abrindo um debate franco e participativo, onde todas as dúvidas e aperfeiçoamentos possam estar na mesa e sensibilize o Chefe do Poder Executivo de Goiás, para que ele entre na história como o governador que mudou os rumos da Educação no Estado.

Por: Diego Oliveira – Foto: Carlos Costa

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