O que a grande mídia não contou

Nada a Perder 2 estreia nos cinemas no dia 15 de agosto e mostra a verdade abafada no nosso país há décadas

Ninguém gosta de ser vítima de fake news (notícias falsas). Quando isso acontece, muitas pessoas vão para as redes sociais para se justificar e se defender. O filme Nada a Perder 2 conta a história do Bispo Edir Macedo, que sofreu com isso por décadas e nunca se justificou. Ele é a prova de que quando a pessoa confia em Deus para justificá-la, Ele se encarrega de fazer justiça. No entanto, aqueles que não conhecem a Deus, se escandalizam e, o que é pior, julgam sem saber da verdade.

Nada a Perder 2 não conta apenas o que o Bispo Edir Macedo viveu, mas o que milhões de pessoas passaram pelo fato de pertencerem à Igreja Universal do Reino de Deus.O Bispo é uma das pessoas que têm seu nome envolvido em mentiras há 42 anos, mesmo tempo de existência da Igreja Universal. Ele já foi chamado de mercenário, falso profeta, enganador e outros adjetivos cruéis. Mas quem tinha acreditado até então nas fake news sobre ele teve a oportunidade de conhecer o outro lado da história por meio da cinebiografia Nada a Perder 1, lançada em 2018. O filme mostrou quem é esse homem e qual é o seu propósito de vida, mas a cena final deixou um incógnita: seria o fim da Universal?

O longa-metragem vendeu mais de 2 milhões de ingressos e bateu recordes de bilheteria. E, para continuar mostrando o que a mídia não contou, Nada a Perder 2, mais uma parte de sua história, estreia no dia 15 de agosto. Com direção de Alexandre Avancini, o longa mostrará o crescimento da Igreja Universal e os escândalos mais conhecidos envolvendo o nome do Bispo e da instituição. Entre os momentos de maior perseguição estão o caso do chute dado em uma imagem católica pelo ex-bispo da Universal Sérgio Von Helder em 1995 e o desabamento do teto da Igreja na cidade de Osasco, região metropolitana de São Paulo, em 1998.

Desabamento em Osasco
Depois de 21 anos do incidente em Osasco, a Folha Universal conversou com membros que contaram o que viveram no dia 5 de setembro de 1998, quando o teto da Igreja caiu. Naquela noite, eles participavam de uma vigília que ocorria no local. O Bispo Reinaldo
Suisso, responsável pelo trabalho evangelístico na época, relembra o que aconteceu: “fizemos um propósito de 21 vigílias com o objetivo de orientar as pessoas a entregarem suas vidas a Deus, abandonarem o pecado e se voltarem para Ele.”

O Bispo se recorda que no dia estavam presentes os membros das cinco Igrejas da região de Osasco e os pastores responsáveis. Em determinado momento, o teto caiu do mezanino até o meio do salão. Imediatamente, o Bispo e os pastores começaram a prestar socorro às vítimas. “Infelizmente foi uma fatalidade. A Igreja não estava em reforma nem tinha nenhum problema conhecido. Contudo, apesar de dar toda assistência aos familiares das vítimas, fomos criticados pelo que ocorreu.”

O Bispo Reinaldo explica que começou a ser atacado não só pela mídia como pelas pessoas da região, que batiam na porta da casa dele e queriam vingança. Mas para ele, que é pastor há 33 anos, tudo isso serviu de aprendizado e para aumentar seu temor. “Hoje sou uma pessoa mais preocupada e zelosa. Não somente com a Igreja espiritual, mas com a física. Guardo comigo o versículo bíblico de Salmos 69.9: ‘pois o zelo pela tua casa me consome’”. O Bispo ainda afirma que aquelas pessoas estavam lá buscando a Deus e tem certeza que as que chegaram a óbito alcançaram a Salvação, que é o bem maior.

O Pastor José Carlos França, que na época também estava na vigília e orava no momento do desabamento, lembra que ele e o Bispo f prestaram depoimentos várias vezes. “Visitamos os acidentados para dar assistências a eles e a suas famílias. Algumas pessoas queriam tirar proveito da situação para pedir indenização, mas nem sequer estavam na reunião. Foi um período muito difícil, mas tudo cooperou para fortalecer a nossa fé.”

Cheia de dúvidas
A chefe administrativa Ita Iraci de Oliveira, (foto abaixo) de 56 anos, fala que para ela a tragédia foi um divisor de águas. “Eu tinha acabado de ser levantada obreira, me sentei bem no meio do salão, mas o pastor pediu para os obreiros, jovens e evangelistas irem para a frente.” Ela se sentou na frente do Altar e ao lado da saída do estacionamento.

Ita relembra que todos tinham fechado os olhos quando em seguida se ouviu um barulho forte e depois um silêncio. “Só senti a areia cair no meu rosto e, quando abri os olhos, estava tudo escuro e escutei o povo gritando. Fiquei anestesiada e não entendia o que
estava acontecendo.”

Quando ela saiu pelo estacionamento, escutou o pessoal falando que o teto da Igreja tinha caído. Ela conta que ajudou as vítimas, mas suas dificuldades vieram depois do acidente. “Eu tive de conviver com as dúvidas e um bombardeio de questões na minha mente. Para mim, se a Igreja era realmente de Deus, como Ele pôde permitir que aquilo acontecesse. Mas, ao ver a força dos obreiros que se reuniram para orar, um ajudando o outro naquele momento difícil, entendi que, mesmo com as lutas e aflições, Deus sempre seria conosco e que existem coisas que nunca vamos entender e, por isso, não adianta ficar questionando. O melhor é seguir em frente.”

Demissão
O casal Eduardo Messias dos Santos, (foto abaixo) de 44 anos, e Fabiana Joaquim dos Santos, de 41 anos, sabe a perseguição que passou por conta do ocorrido. Eduardo, que na época já era obreiro, conta que duas jovens conhecidas suas faleceram. “Eu machuquei o braço, as costas e o ombro, mas fiz questão de participar do programa do Bispo no outro dia, pois foi uma fatalidade. Após o acidente meus patrões me orientaram a mover uma ação contra a Igreja para ganhar uma indenização. Eu não quis e eles disseram que se eu não fizesse isso seria demitido. Então optei por sair.” Eduardo foi demitido, mas permaneceu na fé. “Eu sabia que Deus era comigo e o Bispo Macedo não tinha culpa de nada. Foi um acidente.”

Já Fabiana, que na época era evangelista, teve traumas depois do acidente. “Em alguns momentos parecia que o teto desabaria na minha cabeça. Era uma sensação horrível. Mas Deus me libertou e hoje entendo que tudo é da permissão de Deus. A nossa hora não era aquela e, se fosse, estaríamos em paz, pois a nossa Salvação é o bem mais precioso.”

Por que meu Deus?
Jefferson Ricardo da Silva, (foto abaixo) de 40 anos, também estava em Osasco e relata que ouviu gritos de mulheres pedindo socorro. Ele relembra que o Bispo Reinaldo chamou alguns pastores para auxiliar na preservação do local naquele momento, pois a grande mídia já tinha informação e o oportunismo fazia com que quisesse expor a Igreja. “Fomos nos dividindo para impedir que essas pessoas tivessem tal postura. Teve um repórter que queria entrar para gravar. Depois disso nós tivemos uma visita do Bispo Clodomir Santos que chegou primeiro no local para ver a situação. Em seguida, o Bispo Macedo chegou.”

 

Jefferson revela que a maneira de agir do Bispo Macedo o marcou. “Ele olhou aquilo e mesmo sem conseguir enxergar, porque tudo estava escuro, dava para ter uma dimensão do que havia acontecido. Ele olhou para o alto, começou a chorar, tirou os óculos e falou: ‘meu Deus, meu Deus, por que isso aconteceu?’ Eu não esqueço essas palavras.”

Ele explica a mudança que o fato provocou nele: “eu tive apenas escoriações leves na cabeça e cortes nas costas. Como servo de Deus temos de estar prontos para a Salvação. Hoje, depois de todos esses anos, continuo firme na fé, servindo a Deus, pois aconteça o que for não podemos perder a fé e o amor pelas almas”.

As Fake news pelo Brasil
Claro que a grande mídia não mostrou os relatos acima, mas fez matérias tendenciosas, como se o Bispo Edir Macedo (foto abaixo) fosse o culpado pelo teto ter caído e afirmações de que não houve auxílio às vítimas. É justamente esse o papel das fake news: enaltecer os errados e culpar os corretos.

Apesar de o termo ser moderno, as notícias falsas não são novidade. Em 1975 o jornal Notícias Populares, já conhecido pelas matérias sensacionalistas e histórias exageradas, circulou com o título Nasceu o Diabo em São Paulo. A história, publicada no Dia das Mães, falava de um bebê que tinha nascido em um hospital de São Bernardo do Campo com chifres e rabo, o que representava uma ameaça para
as pessoas.

O Notícias Populares, que tinha uma circulação média diária de 80 mil exemplares, saltou para mais de 200 mil. A verdade era outra.

Realmente um bebê nasceu naquele dia e tinha duas pequenas saliências na testa, além de um prolongamento do cóccix, problemas que seriam resolvidos com uma pequena cirurgia. Mas o fato foi distorcido e chegou à redação da Folha de S. Paulo, responsável pelo jornal Notícias Populares. O repórter que na época cobriu a história voltou com um texto relatando os fatos médicos, sem nenhum sensacionalismo, mas a direção do jornal decidiu manter a lenda urbana até o assunto se esgotar.

Destruídas pela mídia
Em março de 1994, em São Paulo, os donos de uma escola infantil foram acusados por duas mães de abuso sexual. A queixa foi prestada contra a Escola de Educação Infantil Base. A cobertura da imprensa, aliada à conduta precipitada da polícia, fez o caso ter grande repercussão. Embora nenhuma prova de abuso sexual tenha sido encontrada, a escola e seus envolvidos sofreram
as consequências.

A notícia foi veiculada também no Jornal Nacional, da Rede Globo. A mídia explorou o sofrimento das mães e deixou de lado as outras partes envolvidas. Somente em junho do mesmo ano, o delegado Gérson de Carvalho inocentou os acusados e o inquérito policial foi arquivado. Embora tenham sido feitas retratações, elas não tiveram a mesma força das acusações. Em 2012, Paula Milhim, uma das sócias da escola, falou da injustiça em uma reportagem da Record News: “foi provado que foi injustiça, mas a sequela fica e dói. Eu apenas sobrevivo.”

Nada a perder 2
Por que as fake news se espalham mais rápido do que a verdade? Porque as pessoas são mais propensas a compartilhar o que é mau do que o que é bom. Seja diferente da maioria, compartilhe o que vai ajudar os demais. Comece convidando seus amigos e familiares para assistir Nada a Perder 2, que estreia no dia 15 de agosto, e saiba mais sobre o que a mídia tem escondido de você.

Por Maiara Máximo / Fotos: Divulgação, Reprodução, Demetrio Koch, Nelson Almeida e Mídia FJU/RJ – Com Informações do Site universal.org

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *