Seca causa aumento nos casos de doenças oftalmológicas no DF

Até setembro, o brasiliense tem que se acostumar com uma constante na sua vida: a seca. Brasília já registra aumento de temperatura e pico de umidade do ar abaixo de 20%, o que representa uma situação de alerta, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)

Quem vive na capital federal já está acostumado com os incômodos nos olhos nessa época do ano, quando a estiagem pode acarretar sensação de ardência, vermelhidão e pálpebras pesadas.  Em 2018, os atendimentos no Serviço de Oftalmologia na Secretaria de Saúde aumentaram em 25% nesse período do ano e a expectativa é de que a situação se repita. As principais causas são alergias e olho seco. Uma das medidas paliativas para a irritação ocular é lavar os olhos com soro fisiológico gelado e usar colírios lubrificantes, popularmente chamados de lágrimas artificiais, pois oferecem alívio nestas situações, principalmente para aquelas pessoas que ficam expostas à fumaça, poeira ou até mesmo ao ar condicionado por longos períodos. No entanto, a utilização desses colírios exige cuidados, já que eles possuem conservantes em sua fórmula, como o cloreto de benzalcônio, não podendo ser aplicados indiscriminadamente. “O ideal é a utilização de colírios sem conservantes, que agridem menos a superfície ocular e podem ser utilizados mais vezes ao dia, ou géis oculares, que protegem por mais tempo. Entretanto, a prescrição de colírio lubrificante deve ser feita após exame ocular. Existem formas diferentes de olho seco que exigem colírios lubrificantes para cada situação”, explica o Dr. Jonathan Lake, diretor médico do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), empresa do Grupo Opty.

Outro problema comum nessa época é a conjuntivite, uma inflamação da conjuntiva que pode ter causas bacterianas, alérgicas ou virais. “O processo de cura da conjuntivite viral é demorado e exige cuidados. O vírus tem um ciclo próprio, normalmente de sete dias e o tratamento busca aliviar os sintomas até que esse ciclo tenha fim, como aplicar compressa de água gelada, higienizar os olhos com soro fisiológico e, eventualmente, a indicação de colírios de lágrima artificial”, ressalta o médico. Ele acrescenta que, dependendo do tipo de vírus, pode surgir ainda uma membrana interna nas pálpebras, configurando a fase aguda da infecção. “Essa membrana precisa ser retirada para que o processo de cura seja mais rápido”, acrescenta.

Lake alerta, ainda, que ao sentir ardência e vermelhidão nos olhos deve-se procurar primeiro o oftalmologista para uma avaliação de superfície ocular e das pálpebras. “Às vezes o paciente acha que está com o olho seco e na verdade ele desenvolveu uma alergia ou possui uma inflamação, como a blefarite (inflamação nas bordas das pálpebras) ou a meibomite (inflamação semelhante a um terçol). Por isso, a qualquer sinal de desconforto, é importante visitar o oftalmologista, já que apenas um especialista pode fazer o diagnóstico correto e receitar o tratamento adequado”, orienta o médico.

Não existem estatísticas oficiais, mas oftalmologistas estimam que as crianças são maioria dos pacientes com conjuntivite. Em creches, os bebês ficam muito próximos e quando há uma criança com conjuntivite, o contágio acontece rapidamente. Na escola, a própria interação entre as crianças por si só favorece a transmissão de vírus e bactérias quando há alguém com esse quadro. A higiene é fundamental para reduzir o contágio.

Outra preocupação que os oftalmologistas do DF estão enfrentando nessa época do ano é o surto de sarampo. A doença, altamente contagiosa, geralmente aparece na infância, embora também possa ocorrer em adultos. “Mulheres que contraem sarampo durante a gestação podem transmitir o vírus ao feto através da placenta, podendo levar o bebê a sofrer alterações da retina, nervo ótico, catarata e até possibilidade de cegueira”, explica o Dr Jonathan.

 Quando a criança adquire a doença após o nascimento, nos primeiros meses de vida, o risco de cegueira diminui, mas podem ocorrer lesões tão graves na córnea que, em algumas situações, o transplante pode ser recomendado. “Nesse caso, o tratamento, geralmente, é feito com corticoide tópico, mas o medicamento só pode ser utilizado com supervisão médica, já que seu uso prolongado pode causar outras doenças oculares, como o glaucoma”, afirma o médico.

O oftalmologista lembra que a vacina é a melhor forma de prevenção, sendo eficaz em 97% dos casos. “Se o bebê, depois de vacinado, vier a contrair a doença, o risco de sofrer danos oculares é praticamente nulo. Por isso, temos que frisar a importância da vacinação e o acompanhamento oftalmológico sempre. E para as crianças diagnosticadas com sarampo, bem como recém-nascidos de mães que tiveram a doença, o ideal é haver acompanhamento especializado de um oftalmologista, para evitar qualquer problema mais grave”, ressalta Jonathan Lake.

Sobre o Opty

O Grupo Opty nasceu em abril de 2016, a partir da união de médicos oftalmologistas apoiados pelo Pátria Investimentos, que deu origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico do Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que permite ampliar o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando a prática da oftalmologia humanizada e oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do País. No formato, o médico mantém sua participação nas decisões estratégicas, mantendo o foco no exercício da medicina.

Atualmente, o Grupo Opty é o maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando 14 empresas oftalmológicas, 1500 colaboradores e mais de 450 médicos oftalmologistas. O Instituto de Olhos Freitas (BA), o DayHORC (BA), o Instituto de Olhos Villas (BA), a Oftalmoclin (BA), o Hospital Oftalmológico de Brasília (DF), o Hospital de Olhos INOB (DF), o Hospital de Olhos do Gama (DF), o Centro Oftalmológico Dr. Vis (DF), o Hospital de Olhos Santa Luzia (AL), o Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem (SC), o Centro Oftalmológico Jaraguá do Sul (SC), a Clínica Visão (SC), o HCLOE (SP) e a Visclin Oftalmologia (SP) fazem parte dos associados, resultando em 30 unidades de atendimento. Visite www.opty.com.br.

Por Rebeca Guimarães – Tríplice Comunicação

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