GPA une comida e tecnologia

EM QUARENTENA, BRASILIENSES REDESCOBREM A COZINHA E AUMENTAM DEMANDA POR KITS DE GASTRONOMIA

Startup pioneira do segmento de foodtech com kits que trazem ingredientes porcionados e higienizados, Cheftime observou um crescimento de 20% na venda do segundo trimestre deste ano em Brasília

Quando a startup Cheftime foi fundada, em 2014, não se podia prever que o propósito de oferecer soluções gastronômicas se tornaria um serviço com forte procura em meio a um cenário tão imprevisível. E como, mesmo em um contexto adverso, a foodtech estaria preparada para atender a uma demanda que só cresce. Para quem pode ficar em casa, as práticas de isolamento social provocadas pela pandemia de covid-19 têm reaproximado pessoas do mundo inteiro com o hábito elementar de produzir a própria comida, gerando uma oportunidade para cozinhar mais, consumir alimentos frescos e testar receitas que saem do tradicional.

De acordo com uma pesquisa da consultoria brasileira Food Consulting, o número de pessoas das classes A, B e C que se alimentou somente com comida feita em casa cresceu. Produzido na primeira quinzena de abril deste ano, o levantamento indicou que o percentual de pessoas dessas classes que não comeu fora nem pediu delivery em nenhum dia do mês subiu de 5% antes da pandemia para 21% agora. O que se reflete nos dados de vendas da própria Cheftime. Especializada no segmento gastronômico, a marca oferece kits que já trazem todos os ingredientes – selecionados, porcionados e higienizados – para que qualquer pessoa possa executar, em poucos minutos, receitas criadas por chefs renomados, que vão de pratos habituais do dia a dia a até menus especiais. Os kits são comercializados por meio de um site próprio (www.cheftime.com.br), que também conta com planos de assinaturas, e em lojas físicas e no e-commerce do Pão de Açúcar (www.paodeacucar.com). No segundo trimestre deste ano, a quantidade de vendas desses produtos cresceu 20% em Brasília, no comparativo com o primeiro trimestre de 2020.

“Desde o início, o propósito da Cheftime é contribuir para que as pessoas resgatem a sua relação com a cozinha e possam se alimentar cada vez melhor. Tratava-se de uma linha de produtos construída para um cenário de ritmo urbano e metrópoles cada vez mais agitadas. Tudo isso mudou de uma hora para outra, mas o conceito de reaproximação com a cozinha se fortaleceu. Bastam alguns poucos minutos em qualquer rede social para encontrar amigos ou familiares se aventurando com novos pratos, pães, doces. Para nós, isso mostra como estávamos e estamos em um caminho correto de verdadeiramente ajudar a vida das pessoas e, agora, temos sentido uma procura cada vez maior por nossos kits de gastronomia. Por isso, também estamos aproveitando o momento para expandir nossa operação com ainda mais soluções que seguem o mesmo propósito de contribuir para uma alimentação balanceada por meio de uma experiência rápida, prática e, por que não, divertida”, analisa Daniella Mello, CEO e fundadora da Cheftime.

A aquisição de Cheftime pelo GPA, um dos maiores grupos varejistas do país, acelerou o crescimento da startup pioneira do segmento de foodtechs (startups que aplicam tecnologia à maneira de produzir, vender ou servir alimentos) e ampliou a sua oferta de soluções gastronômicas. Em 2019, a produção da Cheftime cresceu mais de 13 vezes e a venda de kits já ultrapassou 200 mil unidades. A equipe, também, mais que dobrou para atender à demanda.

Inicialmente, os kits gastronômicos eram vendidos apenas por e-commerce pela startup por meio de programas de assinaturas ou a compra de kits individuais, mas, atualmente, os produtos já estão presentes em 200 lojas do Pão de Açúcar e Minuto Pão de Açúcar dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Ceará e Brasília. Após a parceria, a Cheftime já desenvolveu 100 novas receitas exclusivas. Ainda, a startup também ampliou sua oferta de soluções gastronômicas, em linha com os comportamentos de consumo identificados nas lojas e as necessidades do desenvolvimento de novas soluções. Com isso, passou a atuar nos pilares: ready to cook, que são os kits gastronômicos prontos para preparo; ready to eat, que são as refeições prontas para o consumo e ready to go, que são os alimentos pré-preparados para serem finalizados em casa, como pizzas e saladas.

Atualmente, a Cheftime conta com um time de desenvolvimento de produto, com chefs e nutricionistas da própria startup e também chefs convidados, que estudam e identificam, junto a tendências de mercado, as receitas mais aderentes para o público consumidor. A equipe também realiza diversos testes para checar a viabilidade técnica, comercial e de garantia de qualidade de cada receita, antes de aprovação final que garanta que os produtos chegarão da maneira como foram idealizados até as gôndolas.

Em abril deste ano, a startup acelerou e antecipou o lançamento do ‘Restaurante Cheftime’, projeto para o delivery de refeições prontas e produzidas a partir de dark kitchens (estabelecimentos de alimentação que oferecem exclusivamente a opção de delivery) em lojas do Pão de Açúcar. O objetivo foi oferecer novas opções de refeições prontas, saborosas e nutricionalmente equilibradas. O projeto atualmente já está em operação nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro, e também nas regiões metropolitanas paulista e carioca. Em junho, a startup lançou uma nova linha de produtos com kits rápidos composta por pratos previamente preparados, restando ao consumidor unir os itens de acordo com a receita e finalizá-la, levando de 10 a 15 minutos para obter uma refeição saborosa e de qualidade com facilidade.

Com a aquisição pelo GPA, a startup passou a fazer parte do portfólio de marcas exclusivas do Grupo, que já conta com marcas estabelecidas no mercado, como Qualitá e Taeq, por exemplo.

PÃO DE AÇÚCAR AMPLIA PORTFÓLIO DE PRODUTOS PLANT-BASED COM O 1º SALMÃO VEGETAL ENRIQUECIDO COM ÔMEGA 3 DO PAÍS, DA THE NEW BUTCHERS

Posta de salmão feita à base de proteína de ervilha, desenvolvida por foodtech brasileira, chega com exclusividade às gôndolas da rede

 

 

Pouco mais de um ano após chegarem no país pelas gôndolas do Pão de Açúcar – a primeira grande rede do varejo alimentar a comercializar produtos plant-based no Brasil – o mercado de alimentos feito à base de plantas segue em alta e com lançamentos contínuos que ampliam a variedade de opções e sabores disponíveis para os consumidores da rede. E desta vez o sortimento ganha mais uma novidade exclusiva: o Pão de Açúcar passa a vender o 1º salmão plant-based do país em uma parceria com a foodtech brasileira The New Butchers, especializada no segmento e que já comercializa outros produtos nas lojas da rede.

 

O lançamento é a posta de salmão, batizada de New Fish (R$ 24,90, 180g). O produto é produzido com proteína de ervilha, extrato natural de páprica, sem adição de soja ou qualquer outro alergênico e rico em Ômega 3 – nutriente encontrado naturalmente na carne de pescados e adicionado a partir de algas marinhas em sua versão plant-based. Trata-se do primeiro e único produto plant-based baseado em carne de pescados com essa característica no mercado. O New Fish chega a partir da segunda semana de setembro, exclusivamente nas lojas do Pão de Açúcar, e estará disponível em todas as lojas do país e também pelo e-commerce da rede (www.paodeacucar.com).

 

Os produtos plant-based, ou à base de plantas, são alimentos que tradicionalmente simulam o sabor e a textura de opções de consumo de origem animal (como hambúrgueres, carne moída, linguiça e tiras de frango), mas são produzidos totalmente à base de ingredientes vegetais. Para se ter uma ideia da força de vendas desses produtos, nas lojas do Pão de Açúcar, as vendas dessa categoria de produtos cresceram a uma média constante acima de 150% desde a segunda quinzena de maio de 2019 a até maio deste ano. Essa é a data em que teve início a venda do primeiro hambúrguer feito de plantas – significando uma comercialização que quase triplicava a cada mês.

Especificamente na linha de hambúrgueres, os produtos feitos com ingredientes à base de plantas consolidaram uma representação de 1/3 da venda bruta total dos hambúrgueres congelados comercializados nacionalmente nas lojas da rede. A curva se manteve ascendente mesmo durante a pandemia de covid-19. No comparativo das médias mensais do primeiro com o segundo trimestre de 2020, antes e durante a pandemia, portanto, o volume de vendas cresceu 55% sobre uma base que triplicou mês a mês ao longo do primeiro ano de oferta da categoria.

“A força dos produtos plant-based nos surpreendeu positivamente e tem reforçado que esses itens verdadeiramente se consolidaram no cardápio do consumidor brasileiro, mesmo entre aqueles que consomem carnes habitualmente.  Com esta nova parceria com a The New Butchers e o lançamento exclusivo do New Fish, o primeiro salmão vegetal do país, reforçamos o pioneirismo e a inovação do Pão de Açúcar em  investir continuamente para manter essa linha de produtos em constante atualização para os nossos clientes”, analisa André Artin, Gerente de Desenvolvimento Comercial no Pão de Açúcar. O crescimento nas vendas dos produtos plant-based ocorre em paralelo com o aumento de consumidores vegetarianos no Brasil. De acordo com a última pesquisa realizada pelo Ibope (2019), o número de pessoas declaradas vegetarianas dobrou em seis anos e representa 14% da população da brasileira. Em 2012, o percentual representava apenas 8% da sociedade.

Fundada em setembro de 2019, a The New Butchers conta com três outros produtos vendidos nas lojas do Pão de Açúcar: o The New Chicken 2.0 (R$21,90, 210g), primeiro filé de frango à base de plantas no mercado brasileiro, o The New Chicken Burger (R$22,59, 200g), hambúrguer de frango feito com proteínas vegetais, e o The New Burger (R$22,59, 240g,), também elaborado com plantas, mas com gosto e textura de carne bovina. Todas as opções não possuem soja, glúten, adição de açúcar ou transgênicos. “Nosso diferencial é que escolhemos a proteína de ervilha no lugar da de soja, adicionamos vitaminas e optamos pela gordura natural do coco, em vez de gordura hidrogenada de palma”, comenta Bruno Fonse, CEO e co-fundador da The New Butchers. A foodtech também observou um crescimento de 60% na venda de seus produtos durante a pandemia, considerando os meses de março, junho e julho, no comparativo com o trimestre anterior.

“Comer carne é algo cultural, mas precisamos oferecer opções mais saudáveis das comidas preferidas das pessoas. Notamos que o consumidor está aberto a fazer esta troca desde que o produto final não sofra mudanças significativas no sabor que está acostumado. Nosso objetivo não é competir no mercado vegano e vegetariano, mas sim junto aos produtos de origem animal, especialmente para o público que ama o sabor e textura da carne”, comenta o co-fundador.

Foto: Arquivo/Divulgação

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