Aedes Aegypti: cidade de Valparaíso em combate ao mosquito

A participação comunitária na prevenção é essencial no combate às doenças causadas pelo transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya

Nesse período de pandemia foi preciso redobrar os cuidados com a saúde e estar atendo às formas de prevenção contra o novo coronavírus. O distanciamento e isolamento social, bem como o uso contínuo de máscaras e alcool em gel, entraram para a rotina do brasileiro. A cidade de Valparaíso se mantém alerta quanto à isto desde o início do período pandemico.

No entanto, os valparaísenses devem estar atentos à prevenção de outras doenças também, como as transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. O transmissor da Dengue, Zika vírus e Chikungunya é extremamente urbano, por isso a atenção deve ser redobrada. Uma das principais formas de combate ao Aedes aegypti é eliminando os criadouros, que podem aumentar durante o período chuvoso, sendo eles: vaso de planta, baldes, bacias, tambores, pneu, ou outros objetos que possam armazenar água parada.

Esses recipientes devem ser higienizados constantemente e vedados de forma correta pois, quando não há manutenção frequente se tornam o ambiente ideal para procriação do mosquito, impulsionando a contaminação das doenças.

Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes Comunitários de Combate à Endemias (ACE) visitam as residências para verificar se há criadouros e orientam os moradores da cidade sobre manutenção ideal desses locais. A participação da comunidade é fundamental nesta vistoria e podem se previdir de forma eficaz diariamente.

Sintomas 

Os sintomas da doença podem aparecer no período de quatro a dez dias após a picada do mosquito infectado e incluem febre elevada, fortes dores de cabeça e nos olhos, além de dores musculares e nas articulações. A doença pode evoluir para um estágio mais grave chamado dengue grave (conhecida anteriormente como “dengue hemorrágica”), nesse caso o quadro clinico é mais alarmante como: dor abdominal intensa e contínua; vômitos persistentes, hipotensão postural e/ou lipotimia (tonturas, decaimento, desmaios); aumento do tamanho do fígado; sangramento da gengiva e no nariz, ou hemorragias importantes (vômitos com sangue e/ou fezes com sangue de cor escura); sonolência e/ou irritabilidade; diminuição repentina da temperatura do corpo (hipotermia); e desconforto respiratório.

Consulte um médico para receber o diagnótico correto.

Prevenção

Para o Aedes procriar basta um pouco de água parada em um recipiente onde ele possa depositar os ovos. Para prevenir, algumas ações simples e rápidas pode ser feitas para combater o mosquito.

– Mantenha a caixa d’água fechada. Coloque também uma tela;

– Lave por dentro com escova e sabão os utensílios usados para guardar água em casa;

– Encha de areia até a borda os pratinhos dos vasos de planta;

– Jogue no lixo todo objeto que possa acumular água, como potes, latas e garrafas vazias;

– Mantenha bem tampados tonéis e barris d’água;

– Remova tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas;

– Se você colocou areia no pratinho da planta, lave-o com escova, água e sabão uma vez por semana;

– Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira bem fechada;

– Lave toda semana com escova e sabão os tanques que armazenam água;

– Não deixe água da chuva acumular sobre a laje, ou calhas;

– Troque a água dos vasos de plantas aquáticas e lave-os com escova, água e sabão uma vez por semana;

– Feche bem o saco de lixo e deixe-o fora do alcance de animais;

– Guarde garrafas de cabeça para baixo.

Assessoria de Comunicação do Governo da cidade de Valparaíso/Texto: Lizandra Costa/Arte: Rangel Franco

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