A exposição Kwibuka31, em memória às vítimas do genocídio de 1994 contra os Tutsi em Ruanda, é um convite à reflexão, à solidariedade e ao compromisso coletivo com a paz. Aberta à visitação no Espaço Cultural Athos Bulcão da Câmara Legislativa, a mostra destaca histórias de resiliência, iniciativas de justiça restaurativa e os caminhos trilhados pelo país africano em direção à reconciliação.
Kwibuka – que significa "lembrar" em Quiniaruanda, língua falada em Ruanda – é mais do que um momento para recordar. “É um chamado à ação por um mundo mais justo, onde a educação, a empatia e a responsabilidade individual e coletiva sejam ferramentas para romper ciclos de violência e construir uma convivência baseada no respeito à dignidade humana. Ruanda escolheu lembrar, unir e renovar”, segundo os organizadores da exposição.
Por longo tempo, Ruanda, teve dominância da etnia Tutsi, derrubada em 1959 pelos Hutus. O genocídio teve início em 6 de abril de 1994, quando o avião onde estavam os presidentes de Ruanda e Burundi, ambos Hutus, foi derrubado. A partir de então, milícias Hutus, com apoio do governo, iniciaram ataques sistemáticos contra os Tutsis e opositores Em apenas 100 dias, cerca de 1 milhão de pessoas, em sua maioria Tutsis, foram mortas – constituindo um dos episódios mais brutais da história recente.

A mostra contém imagens e relatos que leva o público a pensar “sobre o poder da memória como instrumento para a construção da paz”. A tragédia foi lembrada em solenidade no plenário da Câmara Legislativa no dia 7 de abril passado , com a presença embaixadores de países africanos, pesquisadores, autoridades do Itamaraty e sobreviventes do massacre.
Agência CLDF
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