Alunos antigos e atuais, técnicos e docentes do curso de enfermagem da Universidade de Brasília (UnB) comemoraram os 50 anos do curso nesta sexta-feira (19), na Câmara Legislativa. O evento organizado pela distrital e enfermeira Dayse Amarilio (PSB) marcou o jubileu de ouro do curso.
“A UnB fez parte de um sonho de vida. Costumo brincar que só estou aqui como deputada porque eu quis ser enfermeira. Passava pela UnB e achava algo tão distante de uma menina de periferia, mas foi ali que Deus começou a construir uma história na minha vida, uma história de luta pelo SUS, uma história de acreditar na ciência, de cuidado com humanidade, coisas que aprendemos no dia a dia da universidade,” destacou a parlamentar.

A presidente do Centro Acadêmico (CA) da UnB, Bruna Coelho Magalhães, apontou que a história da enfermagem na Universidade de Brasília é a de quem nunca deixou de lutar por uma universidade pública gratuita, de qualidade e socialmente referenciada. O nome do CA homenageia a primeira docente enfermeira da UnB, Maria José dos Santos Rossi, que também compareceu à sessão. Maria citou as colegas que ajudaram a criar o curso e refletiu sobre desafios da carreira: “Como uma profissão tradicionalmente ligada ao gênero feminino, a enfermagem sofre os preconceitos da sociedade contra as mulheres, que são a maioria invisível considerada como minoria no nosso contexto social”, criticou.
Com a experiência de vínculos diferentes com a enfermagem da UnB — graduação, mestrado, doutorado e docência — a coordenadora do Centro de Memória da Enfermagem da Unb, Mariana Franzoi, traçou um panorama sobre a profissão. “Seja na docência ou não, estamos sempre no vir a ser de aprender e ensinar, como diz o nosso mestre Paulo Freire. A enfermagem transforma o mundo de cada pessoa que a gente encontra, cuida, ensina”, sintetizou.

Nesse sentido, a chefe do Departamento de Enfermagem da UnB, Elaine Ferreira, afirmou que o trabalho na UnB tem impacto social. Para a coordenadora do curso, Thatianny Paranagua, isso pode ser percebida por meio do legado dos egressos em áreas distintas, como na ciência, na política ou na saúde.
Ao final, a vice-diretora da Faculdade de Ciências da Saúde da UnB, Solange Baraldi, resgatou marcos da área: a enfermagem é uma profissão de saúde reconhecida desde a segunda metade do século XIX. No Brasil, a enfermagem moderna foi introduzida em 1923, com a criação do Departamento de Saúde Pública, embora o ensino tenha começado oficialmente em 1890, por meio do Decreto 791.
Daniela Reis - Agência CLDF
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