A importância da atividade física na terceira idade foi tema da abertura do terceiro dia da Semana de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa. Nesta quinta-feira (28), a programação na Câmara Legislativa foi prestigiada por participantes e professores do programa Ginástica nas Quadras, além de profissionais da saúde, representantes de associações e políticos.
“Envelhecimento não é adoecimento”, destacou o fisioterapeuta Tadeu Alves, da Unidade Básica de Saúde (UBS) 8 de Ceilândia. Ele incentiva seus alunos da UBS a praticarem treinamento de força. “Esquece essa história de caminhadinha. A gente tem que trabalhar músculo, é fortalecimento mesmo, é academia, é musculação”, enfatizou.
Os benefícios vão além da parte física. “A atividade física não é só o movimento do corpo, ela é autonomia, é convivência, é autoestima que a gente traz para as pessoas”, ressaltou Lucilene Martins, professora do Ginástica nas Quadras do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 14 de Ceilândia. Esse programa é realizado por professores de Educação Física da Secretaria de Educação do Distrito Federal, nas unidades de ensino ou em quadras próximas. As aulas são abertas à comunidade.
“Nós temos que continuar investindo no Ginástica nas Quadras. Quando um professor se aposenta, não é substituído e, muitas vezes, os polos fecham”, comentou o deputado federal Reginaldo Veras (PV-DF).
Academias públicas para idosos
O procurador especial do Idoso na CLDF, deputado distrital Chico Vigilante (PT), disse que “está lutando para que seja implementada a lei das academias para idosos no Distrito Federal”. A Lei 7.731/2025, de autoria do deputado Chico Vigilante, instituiu o sistema de “Academia Distrital da Saúde e Envelhecimento Saudável da Terceira Idade”.
O parlamentar se inspirou na experiência de outras unidades federativas. “Em Manaus, no Amazonas, tem academia de idosos que é um sistema completo de atendimento, em que a pessoa pode ficar o dia todo. Está correto fazer creche para as crianças, mas também é necessário criar espaços para os idosos”, disse Chico Vigilante. “Nós não estamos pedindo nada demais. Nós só estamos pedindo um tratamento digno”, enfatizou o deputado.
O ex-governador do DF, Agnelo Queiroz, observou que “nós estamos vivendo muito mais, sobretudo na nossa capital do Brasil, que tem a maior expectativa de vida do país". "Temos que ter políticas públicas para atender a nossa comunidade”, complementou.
A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) também esteve presente. “Não queremos ficar em casa olhando a vida passar. Queremos mergulhar na vida. Precisamos de planos de fomento específicos para idosos, para fazer arte, fazer cultura, precisamos de todas as políticas públicas”, afirmou a parlamentar.
Para o ex-deputado distrital Leandro Grass, é necessário “mudar a visão do que significa envelhecer, do que significa ser uma pessoa idosa. Quem fica mais velho gosta de namorar, dançar, trabalhar. É papel da sociedade não só respeitar vocês, mas também valorizá-los”.
Ana Teresa Malta - Agência CLDF
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