O infarto é uma das principais causas de morte no Brasil e exige atendimento rápido para reduzir riscos e salvar vidas. Na Paraíba, o enfrentamento desse problema ganhou reforço com o Programa Coração Paraibano, iniciativa do Governo da Paraíba gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), que já ultrapassou a marca de 45.500 procedimentos realizados entre 2023 e 2026.
Como funciona – O Programa Coração Paraibano foi estruturado para garantir atendimento ágil a pacientes com sintomas de infarto em todas as regiões do estado. A iniciativa integra hospitais, equipes de saúde, serviços de regulação e tecnologias como a telemedicina, permitindo diagnóstico rápido e encaminhamento adequado. O atendimento começa nas unidades de saúde que atuam como Centros de Referência. Nesses locais, o paciente com suspeita de infarto passa por um eletrocardiograma (ECG) nos primeiros 10 minutos após a chegada — etapa chamada de “tempo porta-eletro”, considerada essencial para reduzir complicações.
De acordo com o médico cardiologista e coordenador do programa, Ivson Braga, a organização da rede é fundamental para acelerar o cuidado. “Assim que o paciente chega a uma unidade de saúde, é realizado um eletrocardiograma nos primeiros minutos e esse exame é avaliado pela equipe de cardiologia por meio da telemedicina. A partir dessa análise, conseguimos orientar a conduta mais adequada e encaminhar o paciente para o serviço especializado quando necessário, reduzindo o tempo para o diagnóstico e início do tratamento”, explica.
A Central Estadual de Regulação Hospitalar (CERH) é responsável por organizar o fluxo e direcionar o paciente para a unidade mais adequada dentro da rede.
Atendimento no tempo certo faz a diferença. O tempo é um fator decisivo no tratamento do infarto. Quanto mais rápido o diagnóstico e o início do atendimento, maiores são as chances de sobrevivência e menores os riscos de sequelas.
Em situações em que o paciente está distante de um hospital com hemodinâmica e o deslocamento ultrapassa 120 minutos, pode ser realizada a trombólise — tratamento medicamentoso utilizado para dissolver o coágulo responsável pelo infarto.
Rede integrada – A rede do programa é organizada de forma regionalizada, ampliando o acesso ao atendimento especializado em diferentes regiões da Paraíba. Ao todo, são 12 Centros de Referência, incluindo hospitais regionais e Unidades de Pronto Atendimento.
O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires (HMDJMP), em Santa Rita, funciona como o Centro Coordenador da rede e referência estadual em alta complexidade cardiovascular, com três salas de hemodinâmica.
O programa também conta com outros dois centros especializados: um no Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, e outro no Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro, em Patos.
Para garantir rapidez no transporte dos pacientes, a logística é coordenada pela Central de Operação de Frotas Interhospitalar (COFIH), com 62 ambulâncias distribuídas pelo estado e duas aeronaves aeromédicas. Em situações específicas, o sistema também pode contar com o apoio do helicóptero da Secretaria de Estado da Segurança e Defesa Social (SEDS).
Números mostram avanço do atendimento cardíaco
Os dados do programa evidenciam a ampliação do acesso ao tratamento especializado em diferentes regiões da Paraíba, com procedimentos realizados em unidades estratégicas da rede de hemodinâmica.
• 1ª Macrorregião: os procedimentos são realizados nas hemodinâmicas do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires (HMDJMP), referência estadual em alta complexidade cardiovascular. Foram 1.239 procedimentos em 2023, 1.965 em 2024, 1.674 em 2025 e 374 em 2026.
• 2ª Macrorregião: os atendimentos ocorrem na Hemodinâmica de Campina Grande, localizada no Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes. A unidade contabilizou 8.157 procedimentos em 2023, 13.459 em 2024, 13.263 em 2025 e 840 em 2026.
• 3ª Macrorregião: os atendimentos são realizados na Hemodinâmica de Patos, que funciona dentro do Complexo Hospitalar Regional Deputado Janduhy Carneiro. A unidade registrou 1.961 procedimentos em 2024, 2.113 em 2025 e 553 em 2026.
Impacto na redução da mortalidade
Para o superintendente PB Saúde, Cícero Ludgero, os resultados refletem a organização da rede de atendimento no estado. “As doenças do coração são a principal causa de morte no Brasil, e enfrentar esse problema exige organização da rede de saúde e acesso rápido ao tratamento. Com o programa, a Paraíba estruturou uma linha de cuidado que integra diagnóstico, regulação, transporte e atendimento especializado. Isso permitiu reduzir o tempo de atendimento e diminuir a mortalidade por doenças cardíacas no estado”, afirmou.
Reconhecer os sintomas é fundamental
Além da estrutura de atendimento, a população também tem papel importante. Sintomas como dor no peito, sensação de aperto, falta de ar, suor excessivo, náuseas e dor que pode irradiar para braços ou mandíbula são sinais de alerta. Buscar atendimento imediato ao perceber esses sinais pode salvar vidas.











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