O programa Muralha Paulista do Governo de São Paulo ajudou a Polícia Militar a identificar quatro foragidos da Justiça no domingo (10). Três tentavam acessar o estádio do Corinthians, na zona leste da capital paulista, para assistir ao jogo contra o São Paulo, e um foi detido no estádio do Mirassol, no interior paulista. As prisões foram realizadas por policiais do 2º Batalhão de Polícia de Choque e do 52º Batalhão de Polícia Militar do Interior.
O monitoramento, que usa imagens de reconhecimento facial e cruza essas informações com dados do Banco Nacional de Mandados de Prisão, identificou os setores de acesso utilizados pelos procurados para entrar no estádio. Os policiais que faziam a segurança no jogo foram acionados e conseguiram deter os indivíduos.
Na capital, os policiais conduziram três homens ao Posto de Comando após alertas emitidos pelo sistema de reconhecimento durante o acesso ao estádio. Um deles possuía mandado de prisão por atraso de pensão alimentícia e foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos. O outro preso tinha mandado de prisão por lesão corporal.
Em Mirassol, durante a partida contra a Chapecoense, um homem foi identificado pelo sistema de controle de acesso das catracas do estádio como procurado pela Justiça por inadimplência de pensão alimentícia.
A parceria firmada entre a Secretaria da Segurança Pública e os clubes paulistas permite ainda a identificação de torcedores que tentam acessar o estádio por meio de ingressos comprados por cambistas, uso de documentos falsos ou de terceiros, mandados de prisão em aberto, ou descumprimento de ordens judiciais e sanções impostas pelo Estatuto do Torcedor. O sistema também faz o reconhecimento de pessoas desaparecidas. Caso seja identificada alguma dessas irregularidades, o acesso ao evento é bloqueado e a Polícia Militar realiza a abordagem.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, a tecnologia amplia a capacidade de resposta das forças de segurança, dificulta a mobilidade de criminosos e reforça a segurança em grandes eventos esportivos. Desde o início da parceria com as arenas esportivas, mais de 2 milhões de torcedores foram fiscalizados.
O programa Muralha Paulista opera câmeras interligadas, distribuídas entre leitores de placas, equipamentos de reconhecimento facial e dispositivos de monitoramento em tempo real. A rede integra câmeras e sensores de órgãos públicos e privados a bases de dados e informações de localização, ampliando a capacidade de análise e resposta das forças policiais, operacionais e especializadas.
As câmeras do Muralha Paulista cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utilizam reconhecimento facial para identificar automaticamente foragidos da Justiça. Também contribuem para monitorar e ajudar a organizar o trânsito, localizar pessoas desaparecidas e veículos furtados ou roubados por meio da leitura e análise de placas.
A tecnologia restringe rotas de fuga, dificulta a movimentação dos criminosos e aumenta a capacidade de resposta das forças de segurança. Uma vez identificados e presos, os autores têm reduzida a possibilidade de reincidência nesses tipos de crimes.
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