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Geral São Paulo

Governo de São Paulo oferece opções de moradias para famílias atingidas por explosão

Alternativas para agilizar solução para as famílias será custeada pelas concessionárias

13/05/2026 19h22
Por: Redação Fonte: Secom SP
Van da CDHU está estacionada no local para atender moradores. Foto: João Valério/Governo Estado SP
Van da CDHU está estacionada no local para atender moradores. Foto: João Valério/Governo Estado SP

O Governo de São Paulo vai oferecer soluções habitacionais para as famílias atingidas pela explosão ocorrida segunda-feira (11) na região do Jaguaré, na zona oeste da capital. As opções de imóveis prontos da CDHU e de auxílio aluguel serão custeadas pelas concessionárias. Representantes do governo e das empresas envolvidas, Sabesp e Comgás, estiveram nesta quarta-feira (13) no local do acidente para apresentar as ações de acolhimento aos afetados e andamento das investigações.

A van da CDHU foi enviada para a região, onde estará atendendo as famílias atingidas. O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de São Paulo, Marcelo Branco, explicou que, mapeadas as necessidades, serão apresentadas soluções para agilizar o processo. “Nós vamos fazer um cadastramento dessas famílias, conhecer os problemas de cada uma delas e suas demandas. Desta forma, vamos conseguir fazer uma intermediação entre essas necessidades com as concessionárias que são as responsáveis pela indenização dessas famílias”, afirmou.

De acordo com o secretário, o governo está acompanhando os laudos sobre as condições dos imóveis afetados e fará a intermediação com as concessionárias para garantir que as famílias tenham soluções o mais rápido possível. “A CDHU vai ofertar algo em torno de 40 imóveis que nós temos disponíveis para que algumas dessas famílias possam viver ali caso as suas casas demandem um tempo maior para reconstrução.” Outra possibilidade ofertada será a locação social ou a carta de crédito.

Parte dos imóveis foi liberada. Foto: João Valério/Governo Estado SP
Parte dos imóveis foi liberada. Foto: João Valério/Governo Estado SP

“É uma expertise que a CDHU tem de localização desses imóveis e tratamento com as famílias. Toda a indenização vai ser feita pelas concessionárias”, salientou Branco. Além da opção de moradia, as empresas vão ser responsáveis por questões relacionadas à mobília.

O governador Tarcísio de Freitas designou o coronel Elson Moreira da Silva para coordenar a interlocução entre os órgão do governo e as concessionárias. “Fizemos nesta terça-feira uma reunião importante com todos os secretários envolvidos, as agências e as concessionárias para que a gente trouxesse uma solução definitiva para as famílias, uma solução rápida e definitiva”, afirmou.

O trabalho coordenado pela Defesa Civil do Estado de São Paulo para o diagnóstico da situação dos imóveis afetados conseguiu vistoriar em 14 horas 105 residências. Participaram da força tarefa também a Subprefeitura da Lapa, Defesa Civil municipal, estadual e o IPT.Deste total, 85 foram liberadas, 15 vão permanecer cautelarmente interditados e 5 foram interditados definitivamente.O coronel Elson Moreira da Silva ressaltou que as famílias é que decidirão o que é ideal para elas como alternativa de ressarcimento e nova moradia. “Elas vão decidir se preferem reconstrução, realocação em outro local. Todos vão ter sua moradia de volta.”

Além da avaliação estrutural dos órgãos públicos, as concessionárias também realizaram avaliações de danos. “Fizemos tudo com transparência para os moradores. Mesmo os imóveis liberados terão possíveis danos ressarcidos”, destacou o tenente Maxwell Souza, da Defesa Civil.

Sabesp e Comgás disponibilizaram uma indenização imediata para os afetados de R$ 5 mil. De acordo com as empresas, o valor foi repassado para 232 pessoas. A quantia é para que a pessoa cubra despesas imediatas, além disso, serão custeadas a reforma, reconstrução e danos materiais.

De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde, das três pessoas feridas na explosão, uma recebeu atendimento no Hospital Universitário da USP. A segunda vítima segue no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP em quadro estável. O terceiro paciente está em estado grave no Hospital Regional de Osasco.

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